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Pólipo endometrial: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

Descubra o que é o pólipo endometrial, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e quando o tratamento é necessário. Entenda a relação entre pólipos no útero e câncer de endométrio.

Imagem do Artigo: Pólipo endometrial: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

15/09/2026

Autoria e revisão médica

Conteúdo assinado e revisado pela Dra. Andrea Schiavinato Jafelicci, cirurgiã oncológica, CRM 129.622.

As informações têm caráter educativo e não substituem consulta médica individualizada.

Receber o diagnóstico de um pólipo endometrial durante um exame ginecológico costuma gerar muitas dúvidas. Afinal, trata-se de uma alteração benigna ou pode evoluir para câncer? É necessário fazer cirurgia? Toda mulher com pólipo precisa retirar a lesão?

Os pólipos endometriais são alterações relativamente frequentes e, na maioria das vezes, são benignos. No entanto, dependendo da idade da paciente, dos sintomas apresentados e das características do pólipo, pode ser necessário realizar uma investigação mais detalhada para excluir alterações pré-malignas ou o câncer de endométrio.

Neste artigo, você entenderá o que é um pólipo endometrial, quais são seus sintomas, como é feito o diagnóstico, quando ele merece preocupação e quais são as opções de tratamento.

O que é um pólipo endometrial?

O pólipo endometrial é um crescimento localizado do tecido que reveste internamente o útero, chamado endométrio.

Ele se forma quando uma pequena área do endométrio cresce de maneira exagerada, originando uma estrutura semelhante a um pequeno “caroço” ou “projeção” dentro da cavidade uterina.

Os pólipos podem ser:

  • pequenos ou grandes;
  • únicos ou múltiplos;
  • presos ao útero por uma base larga ou por um pedículo (haste fina).

Na maioria das mulheres, os pólipos são benignos, mas alguns podem conter alterações pré-cancerosas ou, mais raramente, câncer.

O que é o endométrio?

O endométrio é a camada que reveste o interior do útero.

Durante a vida reprodutiva, ele sofre alterações mensais estimuladas pelos hormônios femininos.

Ao longo do ciclo menstrual:

  • o endométrio cresce;
  • prepara-se para uma possível gravidez;
  • descama durante a menstruação quando não ocorre fecundação.

Os pólipos surgem justamente a partir desse tecido.

Como o pólipo endometrial se forma?

A causa exata ainda não é completamente conhecida.

No entanto, acredita-se que o desenvolvimento do pólipo esteja relacionado principalmente à ação do estrogênio, hormônio responsável pelo crescimento do endométrio.

Algumas mulheres apresentam maior sensibilidade a esse estímulo hormonal, favorecendo o aparecimento dessas lesões.

Quem tem maior risco de desenvolver pólipo endometrial?

Os pólipos podem ocorrer em qualquer fase da vida adulta, mas são mais frequentes entre os 40 e 60 anos, especialmente durante o período de transição para a menopausa.

Alguns fatores aumentam o risco:

  • idade acima de 40 anos;
  • obesidade;
  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • menopausa;
  • uso de tamoxifeno;
  • terapia hormonal com estrogênio sem oposição adequada de progesterona.

Nem todas as mulheres com esses fatores desenvolverão pólipos, mas elas merecem maior atenção durante o acompanhamento ginecológico.

Quais são os sintomas do pólipo endometrial?

Muitas mulheres não apresentam sintomas, e o pólipo é descoberto durante exames de rotina.

Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:

Sangramento uterino anormal

É o sintoma mais frequente.

Pode ocorrer como:

  • menstruação mais intensa;
  • menstruação prolongada;
  • sangramento entre os ciclos;
  • escapes frequentes;
  • sangramento após a relação sexual.

Sangramento após a menopausa

Em mulheres que já entraram na menopausa, qualquer sangramento vaginal deve ser investigado.

Embora os pólipos sejam uma causa relativamente comum, também é necessário excluir o câncer de endométrio.

Dificuldade para engravidar

Em alguns casos, principalmente quando o pólipo ocupa parte importante da cavidade uterina, ele pode dificultar a implantação do embrião e estar associado à infertilidade ou a falhas em tratamentos de reprodução assistida.

Cólicas ou desconforto pélvico

Pólipos maiores podem provocar:

  • sensação de peso;
  • cólicas;
  • desconforto na região pélvica.

Esses sintomas são menos frequentes.

O pólipo endometrial pode virar câncer?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

A resposta é: na maioria das vezes, não.

Grande parte dos pólipos endometriais é benigna. No entanto, uma pequena porcentagem pode apresentar:

  • hiperplasia com atipias;
  • alterações pré-malignas;
  • câncer de endométrio.

O risco aumenta principalmente em mulheres que apresentam:

  • sangramento após a menopausa;
  • idade mais avançada;
  • pólipos maiores;
  • obesidade;
  • uso de tamoxifeno;
  • fatores de risco para câncer de endométrio.

Por esse motivo, muitos pólipos são retirados para análise anatomopatológica.

Como diferenciar um pólipo de um câncer de endométrio?

Os sintomas podem ser semelhantes.

Tanto o pólipo quanto o câncer podem causar:

Por isso, os exames de imagem ajudam na suspeita, mas apenas a análise do tecido ao microscópio permite confirmar o diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação costuma ocorrer em etapas.

Ultrassonografia transvaginal

É o exame inicial mais utilizado.

Pode mostrar:

  • espessamento do endométrio;
  • imagem sugestiva de pólipo;
  • alterações da cavidade uterina.

Embora seja bastante útil, nem sempre consegue caracterizar completamente a lesão.

Ultrassonografia com infusão de soro (histerossonografia)

Nesse exame, uma pequena quantidade de soro fisiológico é introduzida dentro do útero durante o ultrassom.

Isso melhora a visualização da cavidade uterina e aumenta a precisão na identificação de pólipos.

É especialmente útil quando o ultrassom convencional levanta dúvidas.

Histeroscopia

A histeroscopia é considerada um dos exames mais importantes para o diagnóstico.

Ela permite visualizar diretamente o interior do útero utilizando uma pequena câmera introduzida pelo colo uterino.

Durante o procedimento é possível:

  • localizar o pólipo;
  • avaliar seu tamanho;
  • identificar outras alterações;
  • realizar a retirada completa da lesão.

Biópsia e exame anatomopatológico

Após a retirada do pólipo, o material é enviado para análise em laboratório.

Esse exame confirma se a lesão é:

  • benigna;
  • hiperplásica;
  • pré-maligna;
  • maligna.

Essa avaliação é indispensável para definir o diagnóstico definitivo.

Quando é necessário retirar o pólipo?

Nem todos os pólipos exigem tratamento imediato.

A decisão depende de diversos fatores.

Em geral, recomenda-se a retirada quando:

  • há sangramento uterino anormal;
  • ocorre sangramento após a menopausa;
  • o pólipo é grande;
  • existe suspeita de malignidade;
  • a paciente apresenta infertilidade;
  • o pólipo cresce durante o acompanhamento;
  • existem fatores de risco para câncer de endométrio.

Mulheres jovens, assintomáticas e com pólipos pequenos podem, em alguns casos, ser acompanhadas clinicamente, conforme avaliação médica.

Como funciona a retirada do pólipo?

O tratamento mais utilizado é a polipectomia histeroscópica.

Durante a histeroscopia, o médico introduz instrumentos delicados através do colo do útero para remover completamente o pólipo.

Entre as vantagens do procedimento estão:

  • não exige cortes no abdome;
  • permite tratamento e diagnóstico ao mesmo tempo;
  • recuperação rápida;
  • alta hospitalar geralmente no mesmo dia;
  • preservação do útero.

Na maioria dos casos, a paciente retorna às atividades habituais em poucos dias, conforme orientação médica.

Existe tratamento com medicamentos?

Os medicamentos têm papel limitado no tratamento dos pólipos endometriais.

Em situações específicas, pode ser utilizada terapia hormonal para controle de sintomas, mas ela não costuma eliminar o pólipo de forma definitiva.

Quando há indicação de tratamento, a retirada por histeroscopia continua sendo a abordagem mais eficaz.

O pólipo pode voltar?

Sim.

Mesmo após a retirada completa, novos pólipos podem surgir ao longo dos anos.

O risco depende de fatores individuais, como alterações hormonais e predisposição pessoal.

Por isso, mulheres que já tiveram pólipos devem manter acompanhamento ginecológico periódico.

O pólipo interfere na fertilidade?

Pode interferir.

Dependendo do tamanho e da localização, o pólipo pode dificultar:

  • a implantação do embrião;
  • a gestação espontânea;
  • o sucesso da fertilização in vitro.

Nessas situações, sua retirada costuma melhorar as chances de gravidez.

Como reduzir o risco de pólipos endometriais?

Embora não exista uma forma garantida de prevenção, algumas medidas podem contribuir para a saúde do endométrio.

Entre elas:

  • manter peso saudável;
  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar diabetes e hipertensão;
  • realizar consultas ginecológicas periódicas;
  • investigar qualquer sangramento anormal;
  • seguir corretamente as orientações sobre terapia hormonal.

O acompanhamento médico regular permite identificar alterações antes que causem complicações.

Quando procurar um especialista?

É importante buscar avaliação ginecológica se ocorrer:

  • sangramento após a menopausa;
  • aumento importante do fluxo menstrual;
  • sangramento entre as menstruações;
  • escapes frequentes;
  • dificuldade para engravidar;
  • espessamento endometrial identificado no ultrassom;
  • suspeita de pólipo durante exames de rotina.

Esses sintomas nem sempre indicam doenças graves, mas merecem investigação adequada.

A importância do diagnóstico precoce

Embora a maioria dos pólipos endometriais seja benigna, a investigação correta é essencial para descartar alterações pré-malignas e o câncer de endométrio.

A retirada da lesão por histeroscopia permite não apenas aliviar sintomas, como sangramento irregular, mas também estabelecer um diagnóstico preciso por meio do exame anatomopatológico.

Nas mulheres após a menopausa, especialmente naquelas com sangramento vaginal, essa avaliação torna-se ainda mais importante, já que o risco de alterações malignas é maior do que em mulheres jovens.

Conclusão

O pólipo endometrial é uma alteração frequente e, na maioria das vezes, benigna. Ainda assim, ele pode provocar sintomas importantes, como sangramento uterino anormal, e, em uma pequena parcela dos casos, estar associado a alterações pré-cancerosas ou ao câncer de endométrio.

A combinação entre avaliação clínica, exames de imagem e histeroscopia permite identificar a causa dos sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento para cada paciente.

Se você apresentou sangramento irregular, recebeu um diagnóstico de pólipo endometrial ou realizou um ultrassom que mostrou alterações no endométrio, procure um ginecologista ou um cirurgião oncológico especializado em tumores ginecológicos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a saúde e oferecer tranquilidade.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O pólipo endometrial é câncer?

Não. Na maioria dos casos, o pólipo endometrial é uma lesão benigna. Entretanto, alguns pólipos podem conter alterações pré-malignas ou malignas, especialmente em mulheres após a menopausa ou com fatores de risco.

Quais são os principais sintomas do pólipo endometrial?

Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal, aumento do fluxo menstrual, escapes entre as menstruações e sangramento após a menopausa. Muitas mulheres, porém, não apresentam sintomas.

Todo pólipo endometrial precisa ser retirado?

Não. A indicação depende da idade da paciente, da presença de sintomas, do tamanho do pólipo, do desejo reprodutivo e dos fatores de risco para câncer de endométrio.

Como é feita a retirada do pólipo?

O tratamento mais utilizado é a polipectomia por histeroscopia, um procedimento minimamente invasivo que permite remover o pólipo sem necessidade de cortes no abdome.

O pólipo pode voltar após o tratamento?

Sim. Embora o pólipo removido não reapareça, novos pólipos podem surgir ao longo do tempo. Por isso, o acompanhamento ginecológico periódico é recomendado.

O pólipo endometrial pode dificultar a gravidez?

Sim. Dependendo do tamanho e da localização, ele pode interferir na implantação do embrião e reduzir as chances de gestação. Nesses casos, a retirada da lesão costuma ser indicada antes de tentar engravidar ou iniciar tratamentos de reprodução assistida.

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